Coloco aqui na totalidade a discussão
(ao mesmo tempo longa e curta...) que tive com o coordenador
geral da Mensa Brasil. Que aliás, cabe lembrar,
ainda não é reconhecida pela Mensa Internacional.
Nem entre eles mesmos eles conseguem aprovação...
De qualquer forma, deixo a discussão aqui para
que você chegue às suas próprias
conclusões:
Por baixo da Mensa
Por natureza, sou avesso a rótulos.
Sempre fui contra o sistema de notas no ensino acadêmico.
Sempre fui contra testes de Q.I. que servem apenas para
medir o quanto você pensa como o cara que criou
o teste. Ainda estamos longe de entender o funcionamento
do nosso cérebro a ponto de poder medir seja
lá o que for que considerarmos "inteligência".
Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso perceberia
isso. Podemos presumir, um tanto subjetivamente, é
verdade, que uma pessoa inteligente tem bom senso. Por
isso, qualquer pessoa que realmente acredite que é
possível medir inteligência de forma absoluta
não pode ser tão inteligente assim. Raciocínio
circular? Sim. Mas vocês entenderam onde quero
chegar.
Pois existe uma associação
de pessoas que se incluem arbitrariamente entre os "2%
mais inteligentes do mundo". Considerando-se a
média de audiência de programas como o
Big Brother e a Casa dos Artistas, isto não é
necessariamente um elogio. Ainda assim, lá estão
eles, de punho em riste, orgulhosos. Só não
sabem muito bem pra que servem, mas isso não
importa. Talvez em países um pouco mais sérios
isso seja diferente. Mas aqui a verdade é que
aparentemente a Mensa não serve pra nada. Ou
melhor, serve para criar pequenos fascistinhas que mal
sabem escrever em bom português. Como demonstra
a história real narrada abaixo:
Um amigo meu, num ataque de insensatez
(do qual já se recuperou, obrigado), efetuou
o cadastro no site deles, interessado em fazer uma entrevista
para quem sabe depois ser mais um "menso"...
Alguns dias depois, ele recebe uma ligação
de um acólito mênsico, querendo marcar
a tal entrevista para uma sexta feira. Meu amigo tinha
um compromisso já agendado, e solicitou que a
entrevista fosse efetuada na próxima semana,
com o que o acólito prontamente concordou. O
local para o encontro foi estabelecido.
Duas semanas depois, munido de seu melhor
sorriso colgate, meu amigo aparece no local e horário
marcados, para descobrir que não há ninguém
à sua espera! Desconsolado, ele é obrigado
a voltar para casa. Não obstante, esse episódio
o deixou um tanto puto com 2% da população,
e ele resolveu meter a boca no trombone do site Mensianês.
Mas ao chegar em casa e procurar pelo site, ele descobre
que o site está fora do ar... Aparentemente não
temos nenhum webmaster entre os 2% mais inteligentes
da população. Deve ser apenas um problema
temporário, meu ingênuo amigo pensou. Mas
no dia seguinte o site continuava fora do ar. E no dia
seguinte ao seguinte. E depois. E mais depois ainda,
até que, UMA SEMANA depois, o site milagrosamente
voltou ao ar (talvez o número tenha relação
com o fato de uma semana ser aproximadamente 2% do ano...),
e meu amigo soltou o verbo. Disse que é um absurdo
que uma associação que supostamente conteria
os 2% mais chatos tratassem novos candidatos dessa maneira,
marcando uma reunião e esquecendo deles (Talvez
isso seja um indício de que memória e
inteligência não estão relacionados).
Então inicia-se uma troca de e-mails
surreal entre um integrante da Mensa e o meu amigo,
na qual o postulante a 2% profere pérolas como
"muitas gentes", e chama um assunto sem importância
de "relevante" em vez de "irrelevante",
e diz que não obstante o site ter ficado fora
do ar, o fato de meu amigo não ter entrado em
contato antes era uma indicação da sua
falta de interesse e que ele não merecia entrar
pra Mensa. Mesmo que ele não tivesse o telefone
da Mensa Para poder ligar.. Talvez nos 2% mais inteligentes
a telepatia já venha de fábrica. O resto
da discussão eu só posso publicar num
post depois das 22:00, mas não vem ao caso.
A conclusão é uma só:
2% mais inteligentes? Chamem o Conar que isso é
propaganda enganosa.
P.S.: O nome do fascistinha "ingnorante"
é Erli Vieira. Se alguém o vir por aí,
por favor aplique-lhe um chute no traseiro, que é
pra ver se pega no tranco.
De Mensa
Respeitando ao direito de resposta, publico
aqui a carta na íntegra do senhor Joel Augusto
Ribeiro Teixeira, Coordenador da Mensa Brasil:
Assunto: Virando a Mensa
"Olá meu caro.
Em primeiro lugar gostaria de dizer que não sou
leitor deste web log. Porém, fui informado deste
texto e acho que é meu dever responder devido
ao cargo que ocupo.
Vejo uma série de reclamações em
cadeia que mais parece uma casca de cebola. Vou tentar
dissecar este nó cego e dar as informações
necessárias.
Em primeiro lugar esta questão do bom senso.
Você conhece alguma pessoa que diz que não
tem bom senso? Eu não conheço. Então
é difícil encontrar um parâmetro
mais relativo do que este. Talvez você se refira
a um bom senso que é reconhecido
por outras pessoas. Isto nada mais é do que o
reconhecimento de idéias semelhantes entre as
pessoas. A não ser que você considere que
as suas idéias são melhores que as da
maioria, mas aí seria muito egocentrismo...
Por ser um parâmetro tão relativo, a Mensa
não poderia se basear neste critério.
Então temos o teste de QI, que embora não
tenha uma sensibilidade de 100%, é altamente
específico e não implica em julgamento
por uma banca de notáveis para avaliar o candidato.
Não podemos impedir ninguém de ingressar
na Mensa baseado neste critério. Ricos, pobres,
pessoas honestas ou criminosas. Não discriminamos
ninguém... O teste de QI é um parâmetro
científico, utilizado em publicações
científicas nas áreas da psicologia e
medicina. Não é possível dizer:
Eu não acredito nestes testes pois
isto vai contra aos parâmetros da ciência
atual.
Em segundo lugar, não sei de onde você
tirou que somos orgulhosos ou facistas se você
não nos conhece. A única pessoa com quem
você teve contato não é um membro
da Mensa, mas nosso funcionário. Ademais, quanto
à questão da função, uma
associação tem uma função
em si mesmo que é agremiar pessoas por critérios
de identificação para o convívio
social. Apesar da Mensa atuar em algumas áreas
para o público externo, não acho que isto
seja necessário para justificar nossa existência.
Um clube existe para servir aos seus associados. Qual
a função dos clubes Pinheiros ou Paineiras?
Buscamos identificação entre os associados.
Não temos planos de dominar o mundo e no meu
caso e da maioria dos colegas que conheço, não
nos sentimos melhor do que qualquer outra pessoa. Bem,
vamos ao seu problema.
Já passou um certo tempo desde o fato inicial
relatado que foi o problema da marcação
do teste. Ainda vou tentar averiguar o que aconteceu
e tentar entender entre as 3 partes envolvidas, qual
foi a origem do problema. Imagino que o assunto continuou
a crescer de intensidade porque você não
encontrou um outro interlocutor para reclamar e não
se sentiu atendido. Isto será corrigido em breve
com adição de um link de reclamações
direcionadas a mim, e no futuro a um ombudsman independente.
Quanto ao site fora do ar, este foi um episódio
que fugiu ao nosso controle. A FAPESP suspendeu o nosso
domínio erroneamente por falta de pagamento.
Isto numa semana com feriado e no mês de férias
coletivas desta instituição, o que dificultou
em muito o contato de esclarecimentos (1 semana). Como
vê, também somos vítimas de incompetência
alheia. Num momento de emoção você
ofende a nossa equipe do site que eu considero excelente
e nada pôde fazer neste caso. Mais uma vez, como
você não nos conhece, você estende
suas ofensas até a pessoas que elogia no seu
web log, o que ao meu ver é uma insensatez. Como
já disse, o Erli é nosso funcionário
e cumpre bem o seu papel. Ele não é relações
públicas da Mensa e não pode falar em
nome da associação. Detectamos uma falha,
que é não ter um canal para reclamações,
o que será corrigido. Por este motivo, a discussão
se prolongou além dos limites com o mesmo interlocutor,
o que gerou no final um embate pessoal. Se ainda desejar,
marcamos um novo teste pelo meu intermédio sem
taxa, devido ao incidente do horário.
Ah, desculpe, não é você. É
o seu amigo. Então por favor, passe o recado
a ele.
Atenciosamente,
Joel Augusto Ribeiro Teixeira
Coordenador da Mensa Brasil"
E agora, respeitando o meu direito
de tréplica...:
"Assunto: Dançando o Vira
com a Mensa.
Senhor Joel Augusto Ribeiro Teixeira,
Temos duas situações diferentes
abordadas no texto. Primeiro, a questão que trata
da validade ou não dos conceitos da associação.
Segundo, a sua falha e postura egocêntrica diante
de uma pessoa que decidiu se afiliar.
Vou tratar primeiro da segunda, que é
mais simples de resolver. Não me importa (ou
ao meu amigo, que receberá o seu recado junto
com a minha resposta) se o senhor Erli é membro,
porteiro, ou presidente da Mensa. Ele dispunha de um
canal de comunicação com os freqüentadores
do site, e é responsabilidade da instituição
prezar por estes canais, ou treinar melhor seus funcionários.
Dizer depois "Não era a Mensa, era um funcionário",
é deslocar a atenção do verdadeiro
problema. Afinal, se alguém que sequer é
integrante da Mensa adquiriu essa mentalidade apenas
ao trabalhar para ela, imagino o bem que ela faz para
quem é membro. Bem, você afirmou que estará
providenciando o link para contato, o que por si só
já é sinal de que o texto no blog serviu
para alguma coisa. O fato é que depois de trocar
mensagens infrutíferas com este seu funcionário
(que, me desculpe, não pode prestar bom serviço
ao atender as pessoas da forma como atendeu), a situação
teria ficado sem solução. Não que
exista uma solução, já que tornou-se
óbivo que não existe mais o interesse
de meu amigo em fazer parte da sua associação.
É verdade que o texto é
acido. O blog é um espaço para opiniões
pessoais, e mesmo que nas entrelinhas exista o conceito
argumentativo por trás do texto, me reservo o
direito de utilizar este canal como bem entender para
defender os direitos daqueles com os quais me importo,
ou apontar situações de desequilíbrio
e injustiça. A ironia é uma ferramenta
poderosa. Talvez a sua ausência não tivesse
gerado os mesmos resultados.
Mas vamos ao primeiro ponto, que é
o da validade ou não de um conceito arbitrário
como o teste de QI para averiguação de
algo que possamos entender como "inteligência".
Em primeiro lugar, cabe salientar que não sou
um "excluído". Muito pelo contrário.
Tenho ótimos resultados na grande maioria dos
testes. Entretanto, mesmo num nível elevado,
as diferenças são grandes o suficientes
para eliminar sua validade como critério científico
de classificação. Não tenho uma
tabulação de todos os testes que já
fiz, mas os resultados estão numa faixa entre
120 e 220 pontos. Não fiz o teste da Mensa, mesmo
porque não tenho o menor interesse em integrar
tal associação, pelos motivos que irei
enumerar. De qualquer forma, considerarei os diversos
testes (desde testes caseiros até testes de processos
de seleção de emprego) como uma amostra
considerável da imprecisão do teste em
si. Claro que, além disso, ainda existem diversos
fatores externos que sabemos ter influência em
nosso desempenho intelectual de diversas formas. A pessoa
testada pode estar com alguma doença. Pode estar
estressada. Pode ter tido situações emocionais
fortes. Pode estar simplesmente cansada. Ou mesmo nervosa
por causa do próprio teste. Qualquer destas situações
já geraria uma flutuação significativa
no resultado. Fico admirado em ver o coordenador da
Mensa Brasil dizer que um processo subjetivo que não
pode ser replicado nem mesmo para uma mesma pessoa tenha
cunho científico. Einstein deve estar se revirando
em seu caixão neste momento. Testes de QI tem
no máximo relevância estatística.
E nós sabemos o quanto estatísticas podem
ser enganadoras. O que nos leva aos famosos "2%".
Vocês afirmam categoricamente que os membros da
mensa estão entre os "2%" mais inteligentes.
Devo presumir que para tal vocês utilizam uma
base de dados de resultados de testes de QI efetuados
em diversas partes do mundo e em diversos tipos de pessoas
diferentes. Tenho certeza que para a mente destreinada
isso parece muito científico. Entretanto, uma
análise mais profunda revela a superficialidade
desta proposição. Primeiro: quantas pessoas
já fizeram um teste de QI em suas vidas? E quantas
os fizeram mais de uma vez? Considerando-se a população
atual do planeta na casa dos 6 bilhões... Não
preciso fazer uma pesquisa para dizer com folga que
menos de 1% da população já participou
destes testes, menos ainda múltiplas vezes. E
os índices necessários num teste de QI
para alguém se tornar um membro da Mensa estariam
nos 2% do topo. O que seria correto de se afirmar cientificamente
é "Os membros da Mensa estão entre
os 2% com maior pontuação com referência
à uma amostra de testes de QI já efetuados
em diversas regiões do planeta e classes sociais".
Daí a dizer que eles estão entre os 2%
mais inteligentes da população é
no máximo, como dizem os americanos, "wishfull
thinking", e não ciência.
Entretanto, suponhamos que estas flutuações
sejam irrelevantes. Que os testes não sejam subjetivos
e forneçam o mesmo resultado em qualquer oportunidade
para uma mesma pessoa. O que é que eles medem?
O que é essa "inteligência"?
Um indivíduo não existe isolado no espaço
e no tempo. Uma pessoa não é apenas o
conteúdo do seu cérebro. Entram na equação
todos os seus canais de comunicação com
o mundo externo, e a percepção que outras
pessoas têm dela. De que adianta, por exemplo,
alguém ter um ótimo desempenho em testes
de QI e ser incapaz de se relacionar com outras pessoas
socialmente? Toda a sua "inteligência"
não servirá para nada se ele não
souber como utilizá-la. Autistas são comumente
indivíduos brilhantes em campos extremamente
restritos de conhecimento, mas não creio que
alguém tenha o desejo de se colocar lado a lado
com eles quando o método de comparação
seja "inteligência". Obviamente, a cultura
de uma pessoa também tem um papel muito importante.
Eu posso ser uma mulher extremamente inteligente, fazer
uma viagem ao Oriente Médio e sair na rua vestindo
um biquini cavado como se estivesse no Rio De Janeiro.
Sem levar aspectos culturais em conta, esta atitude
não teria nada de errado. Mas duvido que alguém
diria que esta mulher teria agido inteligentemente.
É óbvio que estou me utilizando de casos
extremos para poder exemplificar como outros componentes
que não fazem parte de um teste de QI podem influenciar
o veredito final com relação à
inteligência individual. O teste de QI, mesmo
que medisse uma faculdade exata do cérebro, seria
incompleto na hora de medir quem é inteligente
ou não. Não vivemos em laboratórios.
Não somos ratinhos albinos. Enquanto é
possível reduzir muitos aspectos da natureza
humana a números, um indivíduo é
verdadeiramente muito mais do que isso. E é a
isto que me referia quando mencionei "bom-senso".
Se acho minhas idéias melhores que as da maioria?
É claro. Mas não saio por aí dizendo
que minhas idéias são melhores do que
as idéias de 98% das pessoas. Não costumo
travestir opiniões pessoais de pesquisas científicas.
Você afirma que a Mensa não
precisa ter uma utilidade, o que é um preceito
aceitável, mesmo que um tanto paradoxal. Mas
também diz que o fato de você estar na
Mensa não significa que você se considere
superior a qualquer pessoa. Só não entendo
uma coisa.... Se isto que vocês tem em comum não
os torna diferentes de qualquer pessoa pra começar,
qual o motivo para existir uma associação?
Isto é uma falácia. Qualquer associação
implica em reconhecimento de mérito por parte
destes com relação a outros, ou a associação
não faria sentido, seja um fã-clube da
Britney Spears ou a Academia Brasileira de Letras.
Você diz que não conheço
os membros da Mensa... Não sei de onde você
tirou essa informação. Talvez seja através
dos mesmos métodos científicos de antes.
Por este motivo sua afirmação não
é apenas preconceituosa mais uma vez, como é
erronea. Sem mencionar que o fato de você deixar
implícito que acha impossível que alguém
que conheça a Mensa a considere facista ser de
uma prepotência tamanha, você se engana
nesta afirmação. Não só
conheço pessoalmente alguns membros da Mensa,
como sou um grande amigo do Web designer responsável
pelo design do site atual de vocês, e que, para
meu desespero, é um afiliado. Agradeçam
a ele, aliás, pois o site anterior era de um
amadorismo constrangedor. Foi deste fato que retirei
minha conclusão com relação à
incompetência de sua equipe de "web design",
já que este meu amigo não era parte integrante
dela, se é que o é oficicialmente agora.
Sua afirmação de que não
discriminam ninguém torna-se risível diante
de tudo o que já foi exposto acima. Quanto à
sua frase que diz que não posso afirmar "Eu
não acredito nestes testes" pois isto vai
"contra os parâmetros da ciência atual"...
Ela mais uma vez demonstra a sua falta de entendimento
do que é ciência. Não obstante todos
os argumentos que coloquei e que indicam que a ciência
é mais sua inimiga do que aliada, digamos que
isto fosse verdade. Digamos que hoje fosse realmente
universalmente aceito o teste de QI como medida de Inteligência,
seja para humanos ou para habitantes de um planeta ao
redor da estrela Sírio. Bem... Considerando-se
que os primeiros "cientistas", pensadores
gregos como Aristóteles, acreditavam que o cérebro
era apenas um órgão de refrigeração
do sangue, se esse seu conceito de ciência fosse
o padrão, hoje estaríamos tratando de
dores de cabeça com pedras de gelo. Felizmente
a ciência é exatamente o contrário
disso. O verdadeiro cientista sempre exercita o seu
ceticismo, nunca aceita nada cegamente, não importa
quão vantajoso isso seja para ele. É por
isso que a ciência, diferentemente das religiões,
tem o seu próprio mecanismo de correção
de erros e continua avançando a passos cada vez
mais largos, independente de todo o lixo pseudocientífico
que gruda-se a ela como lampréias num tubarão,
aproveitando-se de restos de idéias científicas
como as lampréias se aproveitam de restos de
alimentos. Tendo isto em mente, agradeço a sua
carta. Pois mais do que nunca ela me ajudou a entender
o porquê de eu me considerar um felizardo por
não ser tão inteligente quanto o senhor.
Atenciosamente,
NightHiker
P.S.: Como o senhor tomou a liberdade
de utilizar do seu direito de resposta, estarei publicando
a sua resposta na íntegra no blog, seguida da
minha tréplica. Sinta-se à vontade para
refutá-la se desejar.
P.S.2: Uma vez o www.nighthiker.com também
foi tirado do ar erroneamente pela Internic por falta
de pagamento. Mas foi só eu pagar que resolveram
o problema."
Aí está. Tirem as conclusões
que quiserem. Desculpem a extensão do texto,
mas achei que não havia outro jeito senão
ajudar o dileto colega a desatar o tal nó cego.
Mas se querem saber, minha opinião é a
de que o Joel perdeu uma ótima oportunidade de
permanecer calado.
Update: Meu
texto ignorou uma outra falha grosseira dos testes de
QI da qual me lembrei agora. Todos os testes possuem
um tempo limite para serem completados. O tempo varia
de acordo com a quantidade de questões. Digamos
que alguém faça um teste com 90 questões
exatamente dentro do tempo limite de 45 minutos. E que
o resultado seja um QI de 100 pontos. Outro cara faz
o mesmo teste, mas termina em 20 minutos, e o resultado
é também 100 pontos de QI. Supondo que
as respostas tenham sido idênticas, não
deveríamos atribuir ao segundo canditado uma
pontuação maior? Ou o tempo é irrelevante?
Será que a primeira pessoa ter respondido no
tempo exato significa que ela sabe organizar melhor
o seu tempo e por isso é mais inteligente? Ou
será que o segundo é mais inteligente
porque tem uma velocidade muito maior de raciocínio?
O simples fato de não existir uma resposta para
estas simples perguntas colocam por água abaixo
qualquer conceito de que testes de QI sejam científicos.
Update 2:
Todo estatístico sabe que resultados de testes
ou pesquisas nunca são 100% exatos. Até
mesmo nosso amigo menso reconhece este fato ao dizer
que o teste de QI não é 100% exato. Só
que este teste é utilizado para selecionar apenas
2% da população!!! Se houver uma flutuação
de míseros 5% nos resultados, o que seria perfeitamente
plausível, toda a lógica da Mensa cai
por terra, pois o desvio padrão poderia até
mesmo sobrepujar o limite dos 2%. Ou seja, na melhor
das hipóteses, mesmo que um teste de QI tivesse
alguma validade, a forma como ele é utilizado
pela Mensa é irresponsável, para dizer
o mínimo. Só nos resta lutar para que
esta forma de teste não ganhe maior aceitação
na sociedade. Tremo só de pensar em empresas
começando a se utilizar de testes de QI de forma
compulsória...
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