Não me lembro se o vi no canal Warner ou no Sony, mas em uma pequena vinheta da série CSI (sobre investigadores forenses), um dos protagonistas diz que a expressão "abracadabra" vem de três palavras do idioma hebreu que significariam "pai, filho e espírito santo". Não conheço a origem dessa história, mas considerando-se que para os judeus Jesus não era o "filho de Deus", e portanto a santíssima trindade não faz sentido, me parece que isso não passe de alguma viajada na maionese do roteirista da série. Alguém se habilita?
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11:53 PM
- Bijouterias da sabedoria:
A única coisa boa do casamento na igreja é que só podemos fazê-lo uma vez. - NH
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11:51 PM
- De volta
Olá. Depois de quase duas semanas em São Paulo, praticamente sem acesso à internet, cá estou de volta. Obrigado pelas visitas e comentários durante esse período.
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Quarta-feira, Abril 09, 2003
11:20 PM
- Lógica Recursiva
Ok, deixa eu ver se entendi:
1 - Os Estados Unidos entraram na guerra por causa do petróleo. 2 - Se eles guerreiam por causa de petróleo, então só estão interessados em dinheiro. 3 - Se os EUA só estão interessados em dinheiro, a melhor forma de puní-los é tirando o dinheiro deles. 4 - A melhor forma de tirar dinheiro deles é boicotando produtos americanos. 5 - Se o boicote for bem sucedido, as empresas americanas perderão dinheiro. 6 - Se as empresas americanas perderem dinheiro, elas vão ter que demitir pessoal. 7 - Se elas tiverem que demitir pessoal, muitos dos milhões de brasileiros que hoje trabalham em empresas americanas instaladas no Brasil perderão seus empregos.
Hummmm.... É.... Realmente me parece que o boicote a produtos americanos seria uma atitude bastante inteligente.
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10:49 PM
- Da famosa série "Perguntas Para a Calada da Noite":
Por quê é que chamam de "dores do parto", se na verdade alguém chega?
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Segunda-feira, Abril 07, 2003
9:28 PM
- Futuro da Saúde X Mentalidade do presente
Hoje tive a oportunidade de participar de um evento organizado pela Organização Panamericana de Saúde, no Instituto Butantã, em São Paulo. Além do prazer e orgulho de presenciar minha irmãzinha recebendo uma homenagem da OPAS por indicação da UNESCO, por causa dos trabalhos desenvolvidos pela MINGAU, nossa onguinha infantil pela preservação da qualidade da água, pude ouvir os discursos de algumas figurinhas carimbadas da nossa política.
Lula, que apesar da crônica bursite esteve sempre bem-humorado e avesso à formalidades, fez um discurso correto, enfatizando problemas que, se parecem óbvios para a grande maioria da população, estão quase sempre ausentes da retórica política tupiniquim. Afirmou que completar as obras necessárias iniciadas por administrações anteriores é mais importante do que a guerra de vaidades por nomes gravados nas placas de inauguração. Que obras de saneamento básico, no momento, são mais importantes que túneis ou viadutos. E que precisamos investir em ciência e tecnologia para nos tornarmos cada vez menos dependentes de importações, principalmente na área de saúde.
Geraldo Alckmin, em seu estilo mais sóbrio, e infelizmente um tanto formal, não fez um grande discurso, mas pelo menos não escorregou. Falou dos avanços conseguidos na área de saúde em sua gestão, como a entrega de 15 novos hospitais. Também comentou a respeito da importância do convênio estipulado pelos governos municipal, estadual e federal, para a pesquisa e desenvolvimento de uma vacina contra a gripe 100% nacional, e que nos fará economizar milhões de dolares anuais a médio prazo.
Já a "querida" prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, depois de ter sido vaiada em sua apresentação, continuou com o velho discurso de que tudo que está errado em São Paulo é culpa de administrações anteriores e que ela não passa de uma mártir que está tentando conduzir a cidade de volta a um estado aceitável no que tange à qualidade de vida. O que parece fugir ao conhecimento da Marta, ou de quem quer que escreva os seus discursos, é que ao apontar as falhas do governo anterior, que podem muito bem ter existido, aponta-se diretamente para as suas próprias falhas. No cerne de suas críticas estava o PAS, que foi chamado de "terremoto" no sistema de saúde da cidade (cuidado, isso pode significar uma nova taxa vindo aí para acabar com o caos e a desordem na saúde pública). Outro ponto fraco de seu discurso foi a cuspida constante de números para tentar demonstrar sua eficiência com relação à saúde pública. Mas quando ela disse que o novo programa de auxílio e orientação à família era um sucesso, e que 532 equipes atendiam a e visitavam regularmente mais de 700 mil famílias na cidade, percebi o quão desesperada ela deve estar. Afinal, ao se verificar a razão de mais de 1.200 famílias por equipe, deduz-se que mesmo que cada equipe visite 4 famílias por dia, ela levaria quase um ano para conseguir repetir uma visita. Visitas de 300 em 300 dias dificilmente qualificariam-se como "regulares". Tentei imaginar, sem muito sucesso, que tipo de ajuda esse programa poderia realmente prestar a estas famílias, após perceber com tristeza que eu provavelmente fui o único a notar a ironia dos números.
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Sexta-feira, Abril 04, 2003
11:30 PM
- Atlântida, um presente de grego.
Uns dois mil anos atrás, em seus textos Timaeus e Crítias, o filósofo grego Platão descreveu uma civilização que teria existido 9.000 anos antes. Essa civilização, que tinha um grande poderio militar, e teria guerreado com os antecessores do ateniense, acabou desaparecendo sem deixar vestígios, após uma grande catástrofe em que sua terra natal, uma ilha, teria sido engolida pelo oceano. Fato ou ficção? Essa é a pergunta que pretendo responder. Leia Mais...
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8:33 PM
- Após ler o texto todo do Kasparov, vejo algumas falhas sérias em sua argumentação. Longe de mim querer questionar o raciocínio lógico de um campeão mundial de Xadrez. Não sei qual é a sua etnia, mas a sua posição me parece sionista. Talvez isso turve um pouco a sua lógica. Apenas uma suposição. Posso estar errado. De qualquer maneira, vamos à elas.
A grande maioria das manifestações contra a guerra, agora, são injustificáveis. Uma vez começada esta, o que podemos é torcer para que ela acabe o mais rápido possível, com a menor quantidade possível de perdas humanas, políticas e econômicas, para os dois lados. Comerciais de TV contra a guerra ou boicotes a produtos americanos certamente são contraproducentes. Neste ponto, concordo com Kasparov. O problema é que a ilegitimidade de uma não confere automaticamente legitimidade à outra. Não vou discutir o mérito de todas as invasões anteriores, mesmo que algumas tenham simplesmente trocado um ditador por outro. A pergunta que fica, no entanto, é essa:
Podemos comparar a invasão do Iraque a estas outras?
Me parece que não. É a primeira vez que os EUA partem para a violência antes de uma provocação direta. Todos os argumentos utilizados para se justificar essa guerra já existiam na época da guerra Iran-Iraque, mas isso não impediu os EUA de apoiarem Hussein. Restam apenas motivos ocultos. Quaisquer que sejam, o fato de serem "ocultos" certamente não depõe a seu favor.
O que nos leva ao segundo ponto: Kasparov afirma que as manifestações contra a guerra são fruto da manipulação da mídia internacional. Talvez sejam. Tanto quanto as manifestações violentas contra os que pregam a paz nos EUA são fruto da manipulação da mídia pelo governo americano.
Existem muitas incógnitas com relação a essa guerra e quais serão as suas conseqüências. Talvez a guerra em si seja apenas a ponta de um iceberg, o início de uma nova política internacional americana. A verdade indiscutível, no entanto, é que, independente da existência de motivos excusos para estes ataques ou não, os Estados Unidos que estão invadindo o Iraque não são os mesmos Estados Unidos que estiveram na Alemanha, na Coréia, ou mesmo no Vietnam. Resta-nos torcer para que sejam melhores, e não piores.
Para encerrar, um recado para quem ainda perde tempo com a causa perdida das manifestações contra a guerra: Que tal uma manifestação contra o absurdo "acidente" no sul de Minas, que está trazendo problemas sérios para quase um milhão de pessoas que vivem na região, sem contar fauna e flora??? Me parece que isso é mais importante do que uma guerra do outro lado do mundo. Mas, de novo, pode ser que eu esteja errado.
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Quarta-feira, Abril 02, 2003
3:49 PM
- Tem bastante gente por aí criticando os pacifistas fanáticos que pedem pelo fim da guerra. Dizem que agora que o conflito começou, não pode parar, e deve é ser concluído o mais rápido possível, para minimizar os prejuízos humanos, financeiros e políticos. Concordo plenamente. Só esqueceram de avisar o Rumsfeld...
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9:09 AM
- Terrorismo no piloto automático
No dia seguinte ao ataque às torres do WTC eu escrevi um texto no qual eu afirmava que não obstante a dor da perda de todas as vidas humanas e prováveis mudanças na política externa americana, em pouco tempo o mundo voltaria ao normal. Talvez eu tenha exagerado a minha confiança na racionalidade do ser humano, porque um ano e meio depois, parece que o mundo está longe de voltar ao "normal". Um sinal, infelizmente, de que o terrorismo venceu.
O terrorismo segue algumas premissas básicas. Primeiro, o seu objetivo nunca é destruir o seu alvo, tendo em vista que dessa forma ele perderia a sua razão para existir. Mais do que isso, o terrorismo parte da consciência de que é virtualmente impossível destruir este alvo. A linha de atuação, então, é criar o maior barulho possível, destruir o máximo que se conseguir de uma tacada só, e deixar o medo e a irracionalidade da própria vítma terminar de fazer o trabalho. Leia mais...
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NightHiker
é uma entidade virtual oriunda da mente de um ser
humano (?) que, na falta de algo melhor para fazer, acabou
se tornando designer gráfico.
Além de exercer
tão nobre profissão, nas horas vagas ele
dá lugar ao seu alter ego, o qual divaga a respeito
dos maiores mistérios do Universo conhecido e desconhecido,
como, por exemplo, a incapacidade das pessoas em reconhecer
a existência de faixas de pedestres ou o porquê
de se fechar grandes avenidas para manifestações
quando existem tantos parques a disposição
para tal.