document.write("<p class='title'>Vampiros de Verdade?</p><p> Vampiro | s. m. Entidade imagin&aacute;ria que, segundo a cren&ccedil;a do vulgo, sai das sepulturas para sugar o sangue dos vivos.</p><p class='blackBody'>Este verbete que poderia constar em qualquer dicion&aacute;rio representa fielmente a vis&atilde;o que a maioria das pessoas tem destes seres. Entes mal&eacute;volos, demon&iacute;acos, mortos-vivos, que perpetuam a sua exist&ecirc;ncia atrav&eacute;s da vida ainda contida em outras pessoas, o seu sangue. Poder&iacute;amos muito bem nos dar por contentes com esse verbete, se os mitos de vampiros n&atilde;o tivessem um papel t&atilde;o mais importante na hist&oacute;ria da humanidade do que imaginou o hipot&eacute;tico autor do dicion&aacute;rio. Desde milhares de anos antes de Cristo, a humanidade devota muito de suas cren&ccedil;as a estas criaturas, em diversas formas de v&aacute;rias proced&ecirc;ncias. No Egito, os Deuses &Iacute;sis e Os&iacute;ris personificavam muitos dos valores do mito vamp&iacute;rico, assim como a figura proscrita da b&iacute;blia cat&oacute;lica, mas ainda lembrada pelos hebreus, de nome Lilith. Em todos os continentes, com maior ou menor presen&ccedil;a, temos representa&ccedil;&otilde;es que se encaixam em maior ou menor grau neste estere&oacute;tipo. Mesmo a brasileira Cuca, citada por Monteiro Lobato. Mas isso &eacute; assunto para outros escritos...</p><p class='blackBody'> Devido a todas estas refer&ecirc;ncias, isoladas ou n&atilde;o, com todos os pontos em comum que possuem, percebemos que antes de ser um mito isolado, os vampiros representam uma faceta de nossa pr&oacute;pria humanidade, de nossos pr&oacute;prios desejos e medos. Trocando em mi&uacute;dos, os mitos vamp&iacute;ricos acabaram por se tornar proje&ccedil;&otilde;es do que desejamos ou tememos em nossa exist&ecirc;ncia.</p><p class='blackBody'> Entretanto, apesar de sua import&acirc;ncia, os vampiros foram sempre explorados como lenda, como mito, pelo esoterismo, ocultismo, ou, quando muito, como arqu&eacute;tipo psicol&oacute;gico e apenas isso... Raramente vimos ou vemos uma abordagem s&eacute;ria sobre a possibilidade destes seres existirem, ainda que de forma diferente da apregoada por muitos.</p><p class='blackBody'> Por isso foi elaborado este texto. Tenha-o mais como uma abertura para novas id&eacute;ias do que um tratado f&iacute;sico-qu&iacute;mico-biol&oacute;gico-psicol&oacute;gico. Ele apenas trata de uma forma mais determinista essa criatura t&atilde;o intrigante. Claro, algumas medidas precisaram ser tomadas para relacionar os mitos e encontrar uma figura &uacute;nica, que pudesse ser explorada com os olhos do ceticismo, e estas n&atilde;o ser&atilde;o enumeradas aqui. Apenas aceite como arqu&eacute;tipo a ser estudado um vampiro muito pr&oacute;ximo do modelo ocidental, e do qual este texto tratar&aacute; a partir de agora.<br><br>Por serem seres mitol&oacute;gicos, lend&aacute;rios, os vampiros possuem diversas caracter&iacute;sticas &#147;falseadas&#148;, &#147;romantizadas&#148;. Estas caracter&iacute;sticas, que a princ&iacute;pio seriam classificadas como sobrenaturais, podem ser divididas em dois grupos. Num deles estariam as que s&atilde;o pura especula&ccedil;&atilde;o, fruto de mentes incultas e vulgares, que n&atilde;o t&ecirc;m possibilidade de serem reproduzidas em nosso mundo de nenhuma maneira, junto com as que tenham um car&aacute;ter apenas comportamental/social, n&atilde;o inerentemente vamp&iacute;rico, que poderiam se encaixar em quaisquer figuras humanas. </p><p class='blackBody'>Este grupo inclui o medo de crucifixos, &aacute;gua benta, galhos de roseira, alho ou qualquer outro condimento ou semente (como a mostarda), a incapacidade de passar sobre &aacute;gua corrente, a necessidade de dormir em caix&otilde;es, a aus&ecirc;ncia de reflexos no espelho, a morte atrav&eacute;s de estacas empaladas no cora&ccedil;&atilde;o (n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio ser um vampiro para morrer deste modo), a decapita&ccedil;&atilde;o (nem deste), a liga&ccedil;&atilde;o com o diabo ou qualquer outra entidade, a capacidade de transmorfia e o fato destes serem mortos-vivos, entre outros absurdos que n&atilde;o merecem mais espa&ccedil;o do que o que j&aacute; tiveram durante todo este tempo.</p><p class='blackBody'>No outro grupo estariam aquelas que com um pouco de bom senso e capacidade de interpreta&ccedil;&atilde;o poderiam ser &quot;traduzidas&quot; de maneira mais cient&iacute;fica.</p>                  <p class='blackBody'>&Eacute; deste grupo que trataremos.                     E quais seriam estas caracter&iacute;sticas? Tamb&eacute;m                     podemos formar aqui dois subgrupos. As que ligam o vampiro                     &agrave; natureza animal, como os sentidos agu&ccedil;ados,                     a predile&ccedil;&atilde;o por sangue, os sentimentos intensos                     (instintivos), a atra&ccedil;&atilde;o exercida sobre os humanos,                     os h&aacute;bitos noturnos, a eleg&acirc;ncia dos movimentos,                     a presen&ccedil;a de caninos proeminentes (este quase cai                     no primeiro grupo) assim como sua furtividade, caracter&iacute;sticas                     de um aut&ecirc;ntico predador, e at&eacute; mesmo similaridades                     f&iacute;sicas com animais (em pequena escala), ficariam num                     deles. No outro subgrupo estariam inseridas as que podem ser                     consideradas &quot;evolu&ccedil;&otilde;es&quot; ou &quot;melhorias&quot;                     e tamb&eacute;m &quot;limita&ccedil;&otilde;es&quot; n&atilde;o                     encontradas no organismo humano, pelo menos em &acirc;mbito                     catedr&aacute;tico, e que n&atilde;o encontram similares nos                     filos superiores do mundo animal, sendo fruto de muta&ccedil;&otilde;es                     ou simples sele&ccedil;&atilde;o natural, tais como enorme                     capacidade de cicatriza&ccedil;&atilde;o (at&eacute; mesmo                     regenera&ccedil;&atilde;o), n&atilde;o envelhecimento (diferente                     de imortalidade), alta sensibilidade &agrave; luz intensa                     (n&atilde;o necessariamente solar e fatal), poderes paranormais                     (estes n&atilde;o tendo, a princ&iacute;pio, rela&ccedil;&atilde;o                     com o car&aacute;ter vamp&iacute;rico), grande for&ccedil;a                     f&iacute;sica, capacidade de sugar energia (vital?) de suas                     v&iacute;timas e poderes hipn&oacute;ticos. O primeiro grupo                     pode ser considerado um retorno &agrave;s origens, enquanto                     o &uacute;ltimo seria uma evolu&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie.                    </p>                  <p class='descrip'>E TODAS ELAS ESTARIAM EM NOSSOS GEN&Oacute;TIPOS.</p>                  <p class='blackBody'> Para explicar o porqu&ecirc; da &uacute;ltima                     afirma&ccedil;&atilde;o e cada caracter&iacute;stica, &eacute;                     necess&aacute;rio enumerar alguns conceitos b&aacute;sicos                     de gen&eacute;tica. Tudo o que somos est&aacute; contido em                     nosso DNA. Com exce&ccedil;&atilde;o das coisas que aprendemos                     durante nossa exist&ecirc;ncia e as modifica&ccedil;&otilde;es                     que o meio ambiente nos imp&otilde;e, tudo &eacute; parte                     integrante de nossa cromatina. E como estamos tratando de                     vampiros enquanto seres veross&iacute;meis, estes, se forem                     analisados de forma cient&iacute;fica e plaus&iacute;vel,                     precisam se enquadrar no que conhecemos como certo, e carregar                     em seus genes as tais caracter&iacute;sticas.</p>                  <p class='blackBody'>Outro fator capaz de tornar mais palp&aacute;vel                     esta abordagem tem respaldo na teoria da evolu&ccedil;&atilde;o.                     N&oacute;s carregamos conosco muitas coisas em comum com os                     nossos antepassados irracionais. Nosso c&eacute;rebro foi                     se tornando maior, e ganhou novas estruturas, mas a parte                     mais interior ainda &eacute; semelhante ao c&eacute;rebro                     de parentes t&atilde;o distantes na cadeia evolutiva quanto                     anf&iacute;bios e r&eacute;pteis, como o crocodilo, para n&atilde;o                     mencionar mesmo os peixes, como o tubar&atilde;o. E esta &eacute;                     justamente a parte que controla os nossos instintos. Se todos                     n&oacute;s temos este car&aacute;ter animal, mesmo que em                     pequenas doses j&aacute; amortizadas por mil&ecirc;nios de                     civiliza&ccedil;&atilde;o influenciando a sele&ccedil;&atilde;o                     natural, &eacute; plaus&iacute;vel presumir que alguns de                     n&oacute;s podem ter resguardado maior semelhan&ccedil;a com                     os animais do que o comum, e isto tamb&eacute;m est&aacute;                     no nosso gen&oacute;tipo.</p>                  <p class='blackBody'>&Eacute; a&iacute; que entram as caracter&iacute;sticas                    animais dos vampiros. Quem de n&oacute;s j&aacute; n&atilde;o                     teve vontade de esmurrar uma pessoa, mas n&atilde;o o fez                     porque a raz&atilde;o, sendo mais forte, refreou os instintos?                     Porque o nosso super ego, que nos enquadra para a vida em                     sociedade, nos fez suprimir o nosso id, a nossa parte mais                     &iacute;ntima. Pois a parte instintiva destes seres &eacute;                     ligeiramente mais desenvolvida, fazendo com que grande parte                     das vezes a emo&ccedil;&atilde;o supere a raz&atilde;o, mas                     por outro lado permitindo a maior compreens&atilde;o da linguagem                     emocional de outras pessoas, como uma esp&eacute;cie de empatia,                     que normalmente n&atilde;o &eacute; percebida.</p>                  <p class='blackBody'>Os sentidos agu&ccedil;ados tamb&eacute;m                     seriam resultado dos centros de vis&atilde;o, olfato, audi&ccedil;&atilde;o                     e mesmo tato mais pr&oacute;ximos dos animais. Claro, um vampiro                     n&atilde;o teria um olfato t&atilde;o bom quanto o de um lobo,                     nem a vis&atilde;o de um gavi&atilde;o, mas teria sentidos                     muito mais apurados que os humanos em geral. Por exemplo,                     os bastonetes, c&eacute;lulas oculares respons&aacute;veis                     pela vis&atilde;o monocrom&aacute;tica seriam muito mais sens&iacute;veis,                     ou existiriam em maior quantidade, aproveitando melhor a pouca                     luminosidade de ambientes escuros, o que possibilitaria ao                    vampiro ter uma &oacute;tima vis&atilde;o noturna. </p>                  <p class='blackBody'>A sensualidade, apesar de corriqueiramente                     n&atilde;o percebermos, est&aacute; intimamente ligada aos                     horm&ocirc;nios sexuais, os chamados ferom&ocirc;nios. Os                     vampiros produziriam muito mais ferom&ocirc;nios, que atrairiam                     as pessoas atrav&eacute;s do olfato, sem que estas sequer                     percebessem, o que na realidade &eacute; o que ocorre, em                     menor grau, mesmo entre as pessoas normais... Isto, aliado                     &agrave; sensualidade gestual herdada dos rituais animais,                     como os de cortejo e acasalamento, faria dos vampiros seres                     praticamente irresist&iacute;veis. </p>                  <p class='blackBody'>Pesquisas feitas com animais determinaram                     que muitas atitudes tidas apenas como instintivas e naturais                     nos animais, como o instinto de maternidade, por exemplo,                     necessitam de um est&iacute;mulo externo para serem efetivadas,                     como se o instinto fosse uma corrente em que falta apenas                     um elo, que seria fornecido pelos pais na educa&ccedil;&atilde;o                     dos filhotes. Isto acontece tamb&eacute;m com as pessoas,                     por isso vemos em adultos muitos problemas que tiveram origem                     na adolesc&ecirc;ncia ou inf&acirc;ncia. O que isto quer dizer?                     Que talvez este vampiro, apesar de conter em seu c&oacute;digo                     gen&eacute;tico todas as qualidades acima mencionadas, tamb&eacute;m                     precise deste est&iacute;mulo externo, e a&iacute; ter&iacute;amos                     a explica&ccedil;&atilde;o de um outro comportamento vamp&iacute;rico,                     que &eacute; o despertar, o momento em que este ser aborda                     outro e o &#147;transforma&#148; em vampiro, que na realidade                     seria como se ele fosse um tutor ensinando a pessoa a ser                     o que ela realmente &eacute;, a entender a ela mesma, e assim                     deixar de viver se sentindo isolada numa sociedade com valores                    muito diferentes dos seus pr&oacute;prios...</p>                  <p class='blackBody'>E, como n&atilde;o poderia deixar de ser,                     todos os exemplos de animais citados s&atilde;o predadores,                     ca&ccedil;adores por natureza, e tamb&eacute;m carn&iacute;voros,                     com predile&ccedil;&atilde;o por sangue, assim como seriam                     os vampiros.</p>                  <p class='blackBody'>Esta &eacute; a parte dos vampiros que                     remonta ao passado. Agora vamos ao futuro.</p>                  <p class='blackBody'> Praticamente todas as caracter&iacute;sticas                     do segundo grupo podem ser enquadradas em uma &uacute;nica                     teoria. Unificando v&aacute;rias delas que aparentemente n&atilde;o                     tinham muita liga&ccedil;&atilde;o, chega-se a um denominador                     comum, ou seja, uma &uacute;nica fonte. Tanto a alta capacidade                     de cicatriza&ccedil;&atilde;o, a longevidade (o mesmo que                     r&aacute;pida renova&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas),                     o melhor aproveitamento do corpo (um metabolismo mais eficiente),                     como maior for&ccedil;a e agilidade, estariam possivelmente                     ligados a um &uacute;nico fator: uma subst&acirc;ncia, uma                     esp&eacute;cie de catalisador, um horm&ocirc;nio ou enzima,                     que seria produzido apenas pelos vampiros. Seria como a adrenalina,                     talvez um parente pr&oacute;ximo, talvez a pr&oacute;pria                     adrenalina remodelada, muito mais &quot;polivalente&quot;.                     Este mesmo horm&ocirc;nio ou enzima aceleraria todo o metabolismo,                     ao mesmo tempo em que ativaria o processo de renova&ccedil;&atilde;o                     celular a n&iacute;veis astron&ocirc;micos. Algo semelhante                     a isto, por&eacute;m em menor grau, j&aacute; acontece com                     pessoas em situa&ccedil;&otilde;es de extremo perigo, ou em                     drogados. </p>                  <p class='blackBody'>Agora, como isso pode acontecer? Algo como                     r&aacute;pida cicatriza&ccedil;&atilde;o? O sistema nervoso,                     ao receber a informa&ccedil;&atilde;o do local do ferimento,                     normalmente direciona as suas defesas para estancar o sangramento                     (fun&ccedil;&atilde;o desempenhada automaticamente pelas plaquetas                     componentes do sangue), fechar a ferida e impedir a entrada                     de corpos estranhos. Mas toda essa efici&ecirc;ncia tem um                     limite, e um ferimento pode causar danos irrevers&iacute;veis                     antes de ser cuidado. Nos vampiros, o organismo descarregaria                     na corrente sang&uuml;&iacute;nea este catalisador, que aceleraria                     todo o processo de recupera&ccedil;&atilde;o, aumentando a                     resist&ecirc;ncia aos ferimentos, ao mesmo tempo em que garantiria                     for&ccedil;as para manter o organismo operando. A longevidade?                     Tamb&eacute;m acontece da mesma forma, s&oacute; que num processo                     muito mais lento; apenas, poder&iacute;amos dizer, de manuten&ccedil;&atilde;o,                     garantindo uma sobrevida muito maior.</p>                  <p class='blackBody'>For&ccedil;a e agilidade superiores? Aqui                    cabe uma pequena explica&ccedil;&atilde;o de como acontece                     o movimento. Nossos m&uacute;sculos s&atilde;o compostos por                     fibras que se contraem numa rea&ccedil;&atilde;o em cadeia                     ocasionada por uma seq&uuml;&ecirc;ncia de &quot;pontes qu&iacute;micas&quot;                     que, como na famosa brincadeira com domin&oacute;s, gera o                     movimento. Quanto mais r&aacute;pida a rea&ccedil;&atilde;o                     em cadeia, mais r&aacute;pido o movimento. Est&aacute; explicada                     a maior agilidade dos vampiros. Agora, vamos &agrave; for&ccedil;a.                     &Eacute; famosa a equa&ccedil;&atilde;o &#147;For&ccedil;a                     = massa X acelera&ccedil;&atilde;o&#148;. Quanto maior a acelera&ccedil;&atilde;o                     (ou na pr&aacute;tica o tempo de resposta das pontes qu&iacute;micas),                     maior a for&ccedil;a. Portanto, a maior agilidade dos vampiros                     a n&iacute;vel celular os torna mais fortes.</p>                  <p class='blackBody'>Agora vamos falar das fraquezas. Entre                     elas est&aacute; a sensibilidade &agrave; luz forte e/ou calor.                     Num forte calor, o organismo funciona mais lentamente, pois                     na convers&atilde;o da energia qu&iacute;mica para a el&eacute;trica,                     e na decomposi&ccedil;&atilde;o dos alimentos, tamb&eacute;m                     dissipa energia t&eacute;rmica, elevando a sua temperatura                     a n&iacute;veis que podem se tornar intoler&aacute;veis, superando                     a capacidade de resfriamento do corpo. Todos os animais, mesmo                     os homeotermos, incluindo os humanos, quando muito tempo expostos                     ao sol, ficam let&aacute;rgicos, &quot;moles&quot;. Nos vampiros,                     ent&atilde;o, por serem estes seres muito mais ativos, com                     um metabolismo muito mais elevado, e por isso gerando por                     natureza muito mais calor, a exposi&ccedil;&atilde;o ao sol                     causa um efeito semelhante, por&eacute;m muito mais intenso.                     E como nenhum amino&aacute;cido resiste a temperaturas maiores                     que 42 graus cent&iacute;grados, a possibilidade de um vampiro                     morrer por desnatura&ccedil;&atilde;o de seu tecido prot&eacute;ico                     pode vir a ser grande, o que causaria um efeito muito parecido,                     por&eacute;m em muit&iacute;ssimo menor escala, do vampiro                     que se desfaz diante do sol. Uma tremenda e fulminante insola&ccedil;&atilde;o,                     digamos. J&aacute; a luz intensa seria prejudicial pelo mesmo                     motivo que a escurid&atilde;o n&atilde;o &eacute; muito problema.                     Com c&eacute;lulas receptoras da vis&atilde;o mais sens&iacute;veis,                     a luz excessiva poderia causar irrita&ccedil;&atilde;o e dor,                     e por que n&atilde;o dizer, at&eacute; mesmo cegueira. </p>                  <p class='blackBody'>A necessidade de sangue permanece uma inc&oacute;gnita.                     Talvez da mesma forma que produza uma certa subst&acirc;ncia,                     o vampiro possa deixar de produzir alguma outra essencial,                     s&oacute; existente no sangue de outros. Mas ainda assim,                     esta &eacute; uma possibilidade muito remota, pois seria muito                     dif&iacute;cil explicar o mecanismo de absor&ccedil;&atilde;o,                     no caso de o sangue ser ingerido, porque podemos encontrar                     as mesmas subst&acirc;ncias nos tecidos animais e diger&iacute;-las                     normalmente. Talvez fosse mais interessante se fosse poss&iacute;vel                     apenas com transfus&otilde;es, mas ainda assim seria complicado.                     N&atilde;o parece existir uma explica&ccedil;&atilde;o plaus&iacute;vel                     para ela. Por isso, podemos considerar a ingest&atilde;o de                     sangue como uma op&ccedil;&atilde;o. A simples prefer&ecirc;ncia                     de um ser predador por este alimento. O que, dito de passagem,                     &eacute; perfeitamente plaus&iacute;vel. Mesmo que n&atilde;o                     se endosse a ingest&atilde;o de sangue como pr&aacute;tica                     di&aacute;ria, ainda &eacute; indiscut&iacute;vel a sua posi&ccedil;&atilde;o                     como nutriente praticamente completo, j&aacute; que todo e                     qualquer nutriente que ingerimos com os alimentos, sejam vitaminas,                     minerais, prote&iacute;nas ou outros, passam pela corrente                     sangu&iacute;nea dos animais antes de atingir os tecidos dos                     quais nos alimentamos. E talvez a&iacute; mesmo esteja uma                     explica&ccedil;&atilde;o para o fato da liga&ccedil;&atilde;o                     dos vampiros com o sangue... Tomemos como exemplo uma pessoa                     que se alimente &uacute;nica e exclusivamente de vegetais,                     ou indo mais al&eacute;m, que adote a doutrina macrobi&oacute;tica.                     No decorrer de alguns anos, o seu sistema digestivo ter&aacute;                     se adaptado, se acostumado, falando de forma leiga, ao tipo                     de alimenta&ccedil;&atilde;o desta pessoa, de forma que se                     ela vier a comer carne, um alimento muito mais pesado, provavelmente                     n&atilde;o se sentir&aacute; muito bem, pois seu sistema digestivo                     estar&aacute;, se n&atilde;o atrofiado, pelo menos sub-utilizado.                     Imaginemos ent&atilde;o um ser que tenha adotado o sangue                     como &uacute;nica forma de alimento. O sangue praticamente                     n&atilde;o precisa ser digerido, pois todas as subst&acirc;ncias                     encontram-se j&aacute; dissolvidas em seu plasma, para possibilitar                     sua absor&ccedil;&atilde;o pelas c&eacute;lulas. Apesar de                     no come&ccedil;o isto se tratar apenas de uma op&ccedil;&atilde;o,                     depois de anos praticando esse h&aacute;bito dificilmente                     algu&eacute;m conseguiria se alimentar de forma natural. O                     h&aacute;bito do vampiro ent&atilde;o, com o tempo, tornaria                     invi&aacute;vel outro tipo de alimenta&ccedil;&atilde;o que                     n&atilde;o fosse o sangue. O que se encaixa na caracter&iacute;stica                     dos vampiros, al&eacute;m de beberem sangue, n&atilde;o poderem                     se alimentar de outras coisas.</p>                  <p class='blackBody'>Esta &eacute; uma pequena explica&ccedil;&atilde;o                     de como essas caracter&iacute;sticas poderiam ser vi&aacute;veis.                     Mas como toda teoria, esta tamb&eacute;m tem que ter sua aplica&ccedil;&atilde;o                     na vida real. Presumindo-se a heran&ccedil;a gen&eacute;tica                     como verdadeira no caso do vampirismo, precisamos analisar                     ainda como esta ocorreria. Isto poderia acontecer de duas                     formas: estas caracter&iacute;sticas poderiam estar concentradas                     em um ou poucos genes pr&oacute;ximos entre si na cadeia de                     DNA, e, portanto, seriam transmitidas provavelmente todas                     juntas, ou que estas caracter&iacute;sticas, em sua grande                     maioria, poderiam existir umas sem as outras, em genes espalhados                     pelo gen&oacute;tipo humano.A primeira &eacute; pouco prov&aacute;vel                     devido a grande variedade destas mesmas caracter&iacute;sticas,                     que n&atilde;o parecem ter alguma liga&ccedil;&atilde;o a                     n&iacute;vel gen&eacute;tico. Isto nos deixaria com a segunda                     op&ccedil;&atilde;o, a de que tais caracter&iacute;sticas                     podem existir em separado, espalhadas entre nossos genes por                     toda a cadeia de nucleot&iacute;deos. </p>                  <p class='blackBody'>Foi da&iacute; que partiu a id&eacute;ia                     de uma grada&ccedil;&atilde;o de vampirismo. Seria relativamente                     f&aacute;cil encontrar pessoas com algumas poucas caracter&iacute;sticas                     vamp&iacute;ricas, enquanto seria muito dif&iacute;cil encontrar                     algu&eacute;m vampiro em todos os sentidos. Entretanto, a&iacute;                     ter&iacute;amos um problema: a partir de que ponto poder&iacute;amos                     classificar algu&eacute;m como &#147;vampiro&#148;? A id&eacute;ia                     mais acertada me pareceu escolher a caracter&iacute;stica                     mais importante, e adot&aacute;-la como refer&ecirc;ncia.                     Esta caracter&iacute;stica &eacute; a produ&ccedil;&atilde;o                     da tal subst&acirc;ncia catalisadora. Portanto, se um ser                     produzir tal subst&acirc;ncia, &eacute; um vampiro, mesmo                     que n&atilde;o possua nenhuma outra caracter&iacute;stica.                     Ao mesmo tempo em que se uma pessoa tiver sentidos extremamente                     agu&ccedil;ados e afinidade com animais, mas n&atilde;o produza                     a subst&acirc;ncia, seria um &#147;pseudovampiro&#148;. </p>                  <p class='blackBody'>Resumindo, &eacute; bastante prov&aacute;vel,                     sen&atilde;o certo, que existam muitos pseudovampiros pelo                     mundo afora, enquanto &eacute; improv&aacute;vel, por&eacute;m                     plaus&iacute;vel, presumir a ocorr&ecirc;ncia de verdadeiros                     vampiros, vivendo entre n&oacute;s, alimentado-se (?) de n&oacute;s,                     vendo-nos morrer, e ca&ccedil;oando daqueles que tentam compreender                     a sua exist&ecirc;ncia.</p>                  <p class='blackBody'> Claro, isto &eacute; apenas suposi&ccedil;&atilde;o,                     baseada no pequeno conhecimento adquirido em poucas pesquisas,                     ainda longe de serem completadas. Faltam muitas explica&ccedil;&otilde;es,                     as quais sequer se consegue imaginar, como a capacidade paranormal,                     para citar apenas um exemplo. Mas j&aacute; &eacute; um passo                     dado no caminho de trazer &agrave; tona de nossa realidade                     estes seres t&atilde;o intrigantes e ao mesmo tempo atraentes                     aos quais chamamos vampiros.</p>                  <p class='blackBody'> Segue uma lista de v&aacute;rias caracter&iacute;sticas                     que seriam ligadas a estes &#147;genes vamp&iacute;ricos&#148;,                     como podemos cham&aacute;-los, para que voc&ecirc; verifique                     em voc&ecirc; mesmo esta teoria... &Eacute; aceit&aacute;vel                     que uma pessoa normal possua algumas destas caracter&iacute;sticas                     por uma quest&atilde;o de variedade de comportamentos humanos                     e heran&ccedil;a gen&eacute;tica. Mas conforme for aumentando                     o n&uacute;mero de afinidades, mais voc&ecirc; ira se diferenciar                     do padr&atilde;o estabelecido. Se voc&ecirc; tiver v&aacute;rias                     destas caracter&iacute;sticas, quase todas, talvez seja um                     pseudovampiro ou pelo menos algu&eacute;m n&atilde;o muito                     &#147;normal&#148;... Agora, se voc&ecirc; tiver todas elas,                     bom, acho que n&atilde;o vai adiantar pedir que voc&ecirc;                     entre em contato, n&atilde;o &eacute;?</p>                  <p class='descrip'> Caracter&iacute;sticas relacionadas a vampiros:</p>                  <p class='blackBody'> - Fotofobia em maior ou menor grau.<br>                    - Dentes extremamente fortes, talvez com caninos ligeiramente                     salientes, provavelmente sem c&aacute;ries.<br>                    - Uma segunda linha de mamilos (parecidos com uma pequena                     verruga abaixo dos mamilos verdadeiros) dos dois ou apenas                     de um lado.<br>                    - Constitui&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica privilegiada, n&atilde;o                     necessariamente forte.<br>                    - Ossos extremamente fortes, com poucos casos de fraturas                     (a n&atilde;o ser em situa&ccedil;&otilde;es extremas).<br>                    - Predile&ccedil;&atilde;o por carne vermelha, principalmente                     mal-passada, sangrando, ou num n&iacute;vel mais intenso,                     mesmo alimenta&ccedil;&atilde;o exclusivamente por sangue.<br>                   - Gosto pela noite.<br>                    - Vis&atilde;o noturna privilegiada.<br>                    - Sensualidade acima do comum.<br>                    - Alta resist&ecirc;ncia a doen&ccedil;as, raramente contraindo                     uma gripe, ou se livrando dela facilmente.<br>                    - Atitude extremamente dominante no que diz respeito ao sexo.<br>                    - Arrog&acirc;ncia derivada da sensa&ccedil;&atilde;o de superioridade                     em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; outras pessoas.<br>                    - Uma vida intensa, sempre levada aos extremos, at&eacute;                     o ponto de correr riscos desnecess&aacute;rios.<br>                    - Grande longevidade, podendo em alguns casos at&eacute; mesmo                     ultrapassar s&eacute;culos.<br>                    - Alta capacidade de cura, dificilmente vindo a morrer devido                     a um ferimento como um tiro ou uma queda.<br>                    - Capacidade de ver mais tonalidades de cores do que as pessoas                     normais.<br>                    - Capacidade de sentir quando outras pessoas est&atilde;o                     alegres ou tristes pela sua linguagem emocional, entre outras                     sensa&ccedil;&otilde;es.<br>                    - Incapacidade de seguir ordens, de agir como um subalterno.<br>                    - Surtos de viol&ecirc;ncia, quer f&iacute;sica ou mental,                     em situa&ccedil;&otilde;es de stress.<br>                    - Alta sensibilidade ao sol e decorrentes queimaduras solares.<br>                    - Audi&ccedil;&atilde;o e/ou olfato extremamente sens&iacute;veis                     em certas ocasi&otilde;es.<br>                    - Letargia exagerada em per&iacute;odos muito quentes.<br>                    - Afinidade extremada com qualquer tipo de animal, preferencialmente                     os mais selvagens por natureza, como os felinos.<br>                    - E, obviamente, uma grande sensa&ccedil;&atilde;o de afinidade                     quando pr&oacute;ximo de um semelhante.<br>                    - Entre muitas outras.</p>                  <p class='blackBody'> Gostaria muito de saber a opini&atilde;o                     de quem vier a ler este texto, e de receber coment&aacute;rios                     e sugest&otilde;es a este respeito, tendo em vista que ainda                     h&aacute; muito a explicar, ou mesmo para esclarecer alguma                     d&uacute;vida que tenha ficado por falta de uma explica&ccedil;&atilde;o                     mais elaborada (tive medo de ser mais prolixo ainda- se &eacute;                     que isso &eacute; poss&iacute;vel). Com certeza este assunto                     est&aacute; ainda longe de ser esgotado...</p>                  <p class='descrip'><br>                    Segue uma pequena bibliografia para                     quem realmente se interessar pelo assunto:</p>                  <p class='descrip'>- O Livro dos Vampiros, de Gordon Melton<br>                    - Em busca de Dr&aacute;cula e Outros Vampiros, de Radescu                     e McNally.<br>                    - O Universo Encantado, de Robert Jastrow.<br>                    - O Corpo Humano, e O C&eacute;rebro Humano, de Isaac Asimov.<br>                    - O Livro Dos Mortos, de autoria indefinida.<br>                    <br>                    E milhares de outros livros de contos e romances e filmes                     e m&uacute;sicas e quadros e esculturas espalhados pelo mundo...</p>                                    <p ><font class='blackBody'>P.S.:                     Este texto tem valor apenas como entretenimento. O Autor n&atilde;o                     tem nenhuma inten&ccedil;&atilde;o de demonstrar os argumentos                     apresentados, nem possuem estes quaisquer evid&ecirc;ncias                     cient&iacute;ficas.</font></p>")
                